Confira o que rolou na edição pernambucana da Casa Cor PE

17 de novembro de 2017

Realizada no casario histórico de uma das principais vias da cidade do Recife, a edição pernambucana da CasaCor 2017 nos trouxe um belo mix entre o antigo e o contemporâneo na decoração de seus ambientes.

Os principais materiais utilizados foram a madeira, o concreto, os pisos frios (ideias por conta da alta temperatura local), o uso dos cobogós como divisor de ambientes, papéis de paredes e o seu uso como tendência nas paredes e no mobiliário.

As varandas do casario e toda a área externa se transformaram em áreas de contemplação, uma vez que pequenas varandas, ofurôs, hidromassagem e piscinas personalizadas por cores, revestimentos e mobiliários distintos foram utilizados para compor o ambiente.

O grande desafio deste evento foi a adaptação de todos os projetos sem interferir na construção histórica que sediou o local, preservando toda a estrutura, o piso, as esquadrias e os vitrais originais.

Outra observação sobre os ambientes, é que todos abrigam, de alguma forma, memórias afetivas. Isto acontece desde louças antigas como objetos de decoração nas paredes, cristaleiras repletas de peças históricas, vasos, tecidos e mobiliário, assim os ambientes se tornam mais íntimos, personalizados e cheios de referências regionais.

Os espaços comuns, por exemplo, o coworking sustentável, possui traços funcionais no mobiliário, iluminação, revestimentos, com o plus da facilidade de manutenção e limpeza, além da sustentabilidade, pois o ambiente exalta o uso de áreas verdes, a reutilização de materiais e as tecnologias de baixo impacto ambiental.

“Um coworking é, por essência, sustentável, porque você compartilha o espaço, cria rede de relacionamentos e promove uma relação de troca”, explica Luciana, arquiteta responsável pelo projeto.

Um dos destaques da proposta é a refrigeração do Ecoworking, que dispensa o funcionamento do ar-condicionado como o conhecemos. Para isto, a solução foi feita a partir do aquecimento da piscina da CASACOR utilizando uma bomba de calor alimentada por placas solares. O resultado desse aquecimento gera ar frio, canalizado para o espaço.

Também foi possível observar alguns ambientes mais clássicos, onde o couro, a madeira, a iluminação mais ambiente, o uso de tapetes e outras texturas foram exaltados.

Além disso, a grande lição que o evento nos passa é a de valorizar e tomar partido dos elementos naturais (sol, ventos litorâneos, por exemplo), mantendo presente a cultura, a história, o povo e as tradições em todos os projetos.

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